segunda-feira, 19 de abril de 2010

NOTÍCIAS EM GERAL - Magno Malta e a CPI da Pedofília seguem com investigações de denuncia sobre Padres Pedófilos


Senador Magno Malta disse que não dá para ter pena de quem 'roubou a infância de crianças'.
“Em nome de Deus, vamos reabrir os trabalhos da CPI da Pedofilia”. Foi dessa forma que o senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedolifia, abriu os trabalhos da Comissão, na manhã deste domingo (18), no fórum estadual do município de Arapiraca. Hoje estão previstos os depoimentos dos mosenhores Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes e do padre Benedikt Lennartz, pároco da cidade de Craíbas. Ontem (17), o religioso Edílson Duarte confessou que mantinha relações sexuais com ex-coroinhas e que dava a eles dinheiro do dízimo da Igreja Católica.

Para acompanhar os depoimentos deste domingo, o auditório do fórum ficou lotado. Todos os 200 assentos estão ocupados e ainda há muita gente em pé e sentada nos corredores. “Eu sempre ia às missas do mosenhor Luís Marques, com minha esposa e as minhas três filhas. Gostava das pregações dele, eram palavras muito bonitas. Além do que, o monsenhor defendia os bons costumes e era muito conservador, ninguém podia freqüentar suas celebrações com roupas decotadas e curtas. Assim que eu soube do escândalo, custei a acreditar e realmente só tive essa certeza quando o padre Edílson confessou tudo ontem. Por isso, decidi vir hoje ao fórum para ouvir do mosenhor o que ele tem a dizer. Como arapiraquense e cidadão, estou em choque e decepcionado. Queremos que a polícia e a Justiça punam essas pessoas”, disse o empresário Liberto Firmino de Oliveira, acrescentando que não se afastará da Igreja por causa do escândalo de pedofilia envolvendo ex-coroinhas e sacerdotes de Arapiraca.

Também estão no auditório os advogados dos religiosos, a delegada Bárbara Arraes e o Ministério Público.

Antes mesmo de começarem os depoimentos, o advogado dos monsenhores pediu para que Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes fossem ouvidos reservadamente, sem as presenças da população e da imprensa. Entretanto, o pedido foi indeferido pelo presidente da CPI. “Os ex-coroinhas estavam protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a preservação deles nos crimes dos quais eles foram vítimas. Entretanto, os três se expuseram, por isso, não vamos autorizar que os religiosos tenham essa proteção”, respondeu Magno Malta, determinando que o mosenhor Raimundo Gomes começasse a depor.

2 comentários:

Cláudio Roberto de Souza disse...

Oi pessoal. Escrevi no blog um texto onde pergunto se é mesmo pedofilia o que ocorre na igreja romana. "Vaticano e pedofilia. Errado. Vaticano, celibato e padres gays" (http://almanaquedehistoria.blogspot.com/2010/03/vaticano-e-pedofilia-errado-vaticano.html).

A igreja romana prefere ficar no debate da pedofilia, por horrendo que ele possa ser, e recusa a admitir que o celibato tenha algo a ver com tudo o que está sendo revelado. Se admitir que há muitos gays entre os sacerdotes ela, a igreja, iria ter que responder porque eles estão lá. E o celibato viria à tona.

diego disse...

Prof. Claudio,
Obrigado por seu comentário!